Ferramenta prática · Interativo

O paciente
bem preparado.

As perguntas certas para cada especialista — ortopedista, fisioterapeuta, cirurgião, anestesiologista. Marque as que você quer fazer. Imprima antes de sair.

Como usar este guia Marque as perguntas relevantes para sua situação. Clique em "Por que perguntar?" para entender o contexto. Imprima ou salve o PDF para levar à consulta.
Ortopedista Fisioterapeuta Cirurgião Anestesiologista Pré-parto
Progresso
0 de 0 perguntas marcadas
O
Ortopedista / Médico de coluna
Para consultas de diagnóstico, acompanhamento e decisão de tratamento
0 de 10 marcadas
01
Qual é o meu ângulo de Cobb exato — e como foi medido?
O Cobb é a medida central do seu diagnóstico. Saber o número exato permite acompanhar progressão ao longo do tempo e comparar exames futuros. Pergunte também em qual vértebra foi medido — diferentes medidores podem obter números ligeiramente diferentes.
02
Qual é o meu sinal de Risser atual — e o que isso significa para a progressão?
O Risser indica quanto crescimento ósseo ainda resta. Risser 0 significa maior risco de progressão. Risser 5 significa crescimento completo e risco reduzido. Essa informação muda completamente as decisões de tratamento.
03
A curva progrediu desde o último exame — e em quanto?
Progressão de 5° ou mais entre dois exames consecutivos é o limiar que geralmente define mudança de conduta. Sem esse número, é difícil avaliar se o tratamento está funcionando.
04
Tenho uma curva primária ou dupla — e qual é a curva estrutural?
Curvas duplas têm dinâmica diferente de curvas simples. A curva estrutural é a que realmente precisa de tratamento; a compensatória frequentemente se corrige quando a principal é tratada.
05
Com que frequência devo fazer raio-X — e de que tipo?
Raio-X demais expõe à radiação desnecessária; de menos pode perder progressão. A frequência depende do Risser, do Cobb atual e da fase do tratamento. Pergunte também sobre EOS (menor dose de radiação) se disponível.
06
Qual é o objetivo do meu tratamento atual — estabilização ou melhora?
Muitos pacientes acham que o objetivo é sempre melhorar o Cobb. Na maioria dos casos, o objetivo é estabilizar — não progredir. Saber o objetivo realista evita frustração e abandono do tratamento.
07
Quais são os sinais de que devo voltar antes da próxima consulta agendada?
Dor noturna intensa, fraqueza nos membros, progressão visível rápida — são sinais que justificam consulta antes do prazo. Saber quais são esses sinais dá segurança ao paciente.
08
Devo fazer fisioterapia específica (PSSE) — e você pode me indicar um profissional?
Nem todo ortopedista conhece bem os PSSE ou trabalha com fisioterapeutas especializados. Perguntar diretamente abre espaço para uma discussão que muitas vezes não acontece espontaneamente.
09
Quando você considera que a cirurgia se torna necessária no meu caso?
Estabelecer com antecedência qual seria o limiar para discutir cirurgia (Cobb, taxa de progressão, sintomas) tira o elemento surpresa e permite preparação emocional e prática.
10
O meu caso justifica buscar uma segunda opinião?
Todo paciente tem o direito — e em casos limítrofes, a obrigação — de buscar segunda opinião. Perguntar diretamente ao médico atual é legítimo e geralmente bem recebido por bons profissionais.
Notas da consulta
F
Fisioterapeuta especializado
Para início do tratamento com PSSE — Schroth, SEAS ou outro método
0 de 7 marcadas
01
Você tem formação certificada em Schroth, SEAS, BSPTS ou outro PSSE?
Fisioterapia genérica não é PSSE. A certificação nessas metodologias é específica e separada da formação geral. Um bom profissional vai responder com naturalidade e com orgulho.
02
Quais exercícios são específicos para o meu padrão de curva?
PSSE é personalizado — exercícios para curva torácica direita são diferentes dos de curva lombar esquerda. Se o fisioterapeuta der os mesmos exercícios para todos, desconfie.
03
Qual é a frequência ideal de sessões e qual parte posso fazer em casa?
Protocolos variam: Schroth intensivo pode ser 2–5× por semana; SEAS tem foco domiciliar forte. Entender o componente domiciliar é essencial para adesão a longo prazo.
04
Como vou saber se estou progredindo — e em quanto tempo?
Estabelecer expectativas realistas sobre prazo e forma de avaliação do progresso aumenta motivação e evita abandono precoce do tratamento.
05
Posso continuar fazendo meus esportes habituais durante o tratamento?
A resposta quase sempre é sim — mas é bom confirmar para seu esporte específico e fase do tratamento. Esporte e fisioterapia são complementares, não excludentes.
06
Você trabalha em comunicação com o meu ortopedista?
Tratamento coordenado — fisioterapeuta e ortopedista comunicando-se — tem melhores resultados. Equipe integrada é especialmente importante em casos moderados a severos.
07
O que devo fazer se sentir dor durante ou após os exercícios?
Estabelecer com antecedência a diferença entre "desconforto normal de esforço" e "dor que pede atenção" reduz ansiedade e ajuda a tomar decisões corretas durante a prática.
Notas da consulta
C
Cirurgião de coluna
Para consulta pré-cirúrgica ou avaliação de indicação
0 de 10 marcadas
01
Quantas cirurgias de escoliose você faz por ano — e em pacientes do meu perfil?
Volume cirúrgico é o preditor mais forte de resultado e segurança em cirurgia de coluna. Centros com alto volume têm taxas de complicação significativamente menores. Não é ofensa perguntar — é diligência.
02
Quais vértebras serão incluídas na fusão — e por quê?
A extensão da fusão determina a perda de mobilidade pós-operatória e influencia gravidez futura (fusão a L3/L4 aumenta taxa de cesariana). Entender o raciocínio da escolha é fundamental.
03
A técnica planejada é artrodese posterior, VBT ou outra — e por que essa escolha?
Artrodese e VBT são tecnicamente diferentes com perfis de risco diferentes. VBT é indicado apenas para pacientes em crescimento com Risser 0–2. A explicação da escolha deve ser clara e personalizada.
04
Qual correção do Cobb você espera conseguir — e qual será o Cobb residual?
Expectativas realistas previnem frustração. Cirurgia tipicamente corrige 50–70% da curva — não a elimina. Saber o Cobb residual esperado é informação básica que todo paciente deve ter.
05
Qual é a taxa de complicações da sua equipe para esse procedimento específico?
Todo cirurgião sério conhece as taxas de complicação da sua equipe. Se a resposta for vaga ou defensiva, busque segunda opinião. Dados honestos — incluindo complicações — são sinal de profissional confiável.
06
Qual monitoramento neurológico será usado durante a cirurgia?
Monitoramento neurofisiológico intraoperatório (IONM) é padrão em centros modernos — detecta sinais precoces de comprometimento neural antes que qualquer lesão se instale. A resposta "sim, usamos IONM de rotina" é a correta.
07
Devo parar algum medicamento antes da cirurgia — incluindo suplementos?
Anti-inflamatórios, anticoagulantes, vitamina E, ômega-3 e outros suplementos aumentam risco de sangramento. A lista precisa ser revisada com antecedência — não na véspera.
08
Qual é o protocolo de recuperação — quando voltarei à escola / trabalho / esportes?
Planejar com antecedência — licença, afastamento, cuidado em casa — reduz estresse pós-operatório. Saber as etapas concretas (semanas de restrição, retorno progressivo) dá controle sobre o processo.
09
Se eu engravidar no futuro, a extensão da fusão influencia o parto?
Fusões que chegam a L3 ou L4 aumentam a taxa de cesariana e podem dificultar epidural. Para mulheres que planejam ter filhos, essa discussão deve acontecer antes — não depois — da decisão cirúrgica.
10
O que acontece se a cirurgia não alcançar o resultado esperado — qual é o plano B?
Cirurgias de revisão existem e são realizadas quando necessário. Conhecer o plano contingencial não é pessimismo — é preparo. A resposta deve incluir critérios de revisão e experiência da equipe com isso.
Notas da consulta
A
Anestesiologista — pré-cirurgia
Consulta pré-anestésica antes da artrodese
01
Qual tipo de anestesia será usada — geral, epidural, ou combinada?
Artrodese de escoliose geralmente requer anestesia geral. Entender o tipo e a estratégia de controle de dor pós-operatória reduz ansiedade e permite preparação adequada.
02
Como será o controle da dor nos primeiros dias após a cirurgia?
Protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) modernos usam analgesia multimodal — combinação de medicamentos para reduzir opioides. Saber o protocolo prepara o paciente para o pós-operatório.
03
Tenho alergia a anestésicos ou histórico de complicações anestésicas — como isso afeta o plano?
Leve essa informação para a consulta. Histórico familiar de hipertermia maligna (complicação rara mas grave) também precisa ser comunicado.
Notas
P
Obstetra + Anestesiologista — pré-parto
Para gestantes com escoliose — especialmente com fusão espinhal
01
Até qual nível vai minha fusão — e isso afeta a possibilidade de epidural?
Fusões acima de L3 geralmente permitem epidural. Fusões até L4 ou abaixo tornam o acesso mais difícil. O anestesiologista precisa saber a extensão exata da fusão — com antecedência, não na hora da contração.
02
Se epidural não for possível, quais são as alternativas de analgesia para o parto?
Óxido nitroso, opioides IV, raqui, anestesia local — há alternativas. Planejar com antecedência garante que o parto não aconteça sem opção de alívio da dor.
03
A escoliose ou a fusão aumenta o risco de cesariana no meu caso específico?
A taxa de cesariana em fusões até L4 pode chegar a 55% (vs. ~19% na população geral). Esse risco específico depende da extensão da fusão, do tipo de curva e da anatomia pélvica.
04
Devo monitorar o Cobb durante a gravidez — e com que frequência?
Mudanças hormonais podem influenciar a progressão. Para a maioria das gestantes com AIS estável, monitoramento radiológico durante a gravidez não é rotineiro — mas para curvas grandes ou em progressão, pode ser necessário.
Notas