Seja de novo ou de uma AIS não tratada que progrediu — a escoliose do adulto tem características, desafios e opções de tratamento completamente diferentes da adolescente.
O manejo é completamente diferente conforme a origem da curva e a presença de degeneração.
Paciente com AIS diagnosticada na adolescência que chegou à vida adulta com curva estabilizada ou em lenta progressão. O padrão da curva é o mesmo da adolescência — a dor é o que muda.
Desenvolvida após os 50 anos por desgaste assimétrico de discos e articulações facetárias. Lombar predominante. Dor como principal queixa desde o início. 30% dos maiores de 60 anos.
Muitos adultos descobrem a escoliose por acidente — no raio-X de outra coisa. O caminho típico:
Adultos frequentemente têm osteopenia ou osteoporose — que compromete a fixação dos parafusos pediculares. Avaliação de DMO pré-operatória é obrigatória. Parafusos cimentados (cemento PMMA) em osteoporose grave.
No adulto, o desequilíbrio sagital (SVA, PI-LL mismatch) é preditor independente de dor e incapacidade — mais importante que a magnitude da curva em si. Planejamento sagital com EOS full-body é essencial.
Taxa de complicações na cirurgia do adulto é substancialmente maior que na AIS adolescente. Pseudoartrose em 6,3% (vs. 1,8% na AIS). Proximal junctional kyphosis (PJK) em 20–40% dos casos de fusão longa.
Fusão curta: menor morbidade, recuperação mais rápida, maior risco de progressão e ASD. Fusão longa: melhor correção do desequilíbrio, maior complicações perioperatórias, maior durabilidade. Sem resposta universal — individualizar.